Pular para o conteúdo principal

Liderança indígena de Cachoeirinha se reúne com professores da UFMS e IPEDI



Em janeiro deste ano, ocorreu a primeira reunião dos professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e do Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (IPEDI) com a nova liderança da Aldeia Cachoeirinha, Cacique Marcos de Arruda Sobrinho e sua equipe, com a presença de professores indígenas e da comunidade.

A reunião teve o objetivo de apresentar o andamento de projetos em desenvolvimento na comunidade e resultados de projetos já concluídos. A UFMS, por meio do Laboratório de Estudos Interculturais Indígenas Povos do Pantanal, atua junto a comunidade da TI Cachoeirinha desde 2005 em cursos de extensão e qualificação de professores, pesquisa e documentação da língua Terena e desde 2010 com a implantação da Licenciatura Intercultural Indígena Povos do Pantanal deverá formar no próximo ano, aproximadamente 120 novos professores, 17 deles a atuarem na comunidade de Cachoeirinha.

A Profª. Drª. Claudete Cameschi de Souza apresentou as iniciativas da UFMS e tirou dúvidas da comunidade sobre a formação dos jovens pela Licenciatura Indígena, uma preocupação apresentada pelo cacique Marcos, para que os jovens tenham mais oportunidades de chegar as universidades.

No último ano, a UFMS ganhou a parceria do IPEDI, ONG em atuação desde 2012 que atua com comunidades tradicionais e vem trabalhando na construção de materiais didáticos e paradidáticos de apoio ao ensino nas escolas da comunidade, um deles em patrocínio da BrazilFoundation, organização de visibilidade internacional com sede nos Estados Unidos.

Além do IPEDI, a UFMS conta com a parceria de pesquisadores da UNESP e UFGD, Secretaria de Educação de Miranda e Prefeitura Municipal. 

A aldeia de Cachoeirinha está entre as cinco aldeias Terena que compõe a Terra Indígena de Cachoeirinha, no município de Miranda (MS), a cerca de 200 km da capital do estado. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Crianças indígenas de aldeia terena voltam a praticar ritos e danças tradicionais esquecidos

Crianças que não conhecem cantos e instrumentos tradicionais; que não praticam ritos tradicionais. Ritos e danças tradicionais fadados a desaparecer com os anciãos à medida em que estes vão, pouco a pouco, falecendo. Não é mais este o cenário que encontramos na aldeia indígena terena Babaçú, no município de Miranda, no Pntanal de Mato Grosso do Sul. A aldeia é exemplo de que a união e o trabalho em conjunto podem promover a verdadeira transformação da comunidade. Lá, na Babaçú, em 2016 e 2017 o Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi) foi mentor do projeto Sons da Aldeia, uma iniciativa comunitária que, com patrocínio da associação Brazil Foundation, desenvolveu atividades relacionadas ao resgate da cultura tradicional indígena terena junto a alunos da escola local. Os resultados do trabalho são sentidos quando se verifica que atos rituais que já não faziam mais parte do dia-a-dia das crianças tenham voltado a ser realizados, tais como o batism...

STARTUP DE IMPACTO SOCIAL NASCIDA NO IPEDI VAI REPRESENTAR MATO GROSSO DO SUL EM DESAFIO NACIONAL DE STARTUPS

  A startup Bruaca, um projeto derivado das ações do Ipedi, venceu desafio Like a Boss, promovido pelo Sebrae (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa) de Mato Grosso do Sul e foi uma das três escolhidas para representar o estado no Startup Summit, considerado o maior evento de startups do Brasil. A Bruaca participou do processo de escolha sendo avaliada criteriosamente pelo Sebrae, passou por etapas eliminatórias de seleção, chegando à final, realizada em 27 de maio. “Esta é uma conquista de todo um grupo de pessoas que acredita na força da cultura como geradora de qualidade de vida para as comunidades tradicionais de Mato Grosso do Sul”, afirmou Denise Silva, pós-doutora em linguística, coordenadora da Bruaca e presidente do Ipedi. A Bruaca funciona como uma cesta de serviços, auxiliando na intermediação da comercialização de produtos culturais das comunidades tradicionais do Pantanal com o objetivo de gerar renda para estas comunidades, gerando impacto social positivo. ...

COM VIGILÂNCIA SANITÁRIA, DISCUTIMOS COMERCIALIZAÇÃO DE ME PRODUZIDO PORRIBEIRINHOS DE MIRANDA

Nos reunimos com a equipe do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) de Miranda, que é coordenado pela médica veterinária Andréia Masias, para discutir formas de garantir que produtores de mel possam comercializar seus produtos de forma legal e segura. . Um dos projetos que estamos desenvolvendo no Ipedi é o de apoio ao empreendedorismo de pescadores ribeirinhos do Pantanal, que iniciaram a produção de mel como forma de diversificação das fontes de renda. . Um dos desafios que estes novos apicultores  enfrentam diz respeito a formas de atender às exigências dos órgãos de vigilância sanitária para que eles possam comercializar seus produtos de forma segura. . Atualmente, buscamos o apoio do SIM de Miranda para ajudar a criar formas legais que possibilitem esta comercialização e, assim, seja possível que os apicultores vendam o mel gerando emprego e renda, com certificações que garantam a procedência e a sanidade do produto para o consumidor final. . #mirandams #ipedi2023 #Ipedi10anos