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Mostrando postagens com o rótulo ESPECIALIZAÇÃO UEMS

JOVENS VOLTAM A FAZER ARTESANATO EM COMUNIDADE INDÍGENA

O Alencar Leôncio da Rodrigues tem 15 anos e exibe, entre tímido e orgulhoso, a primeira peça de artesanato que ele fez na vida: uma cerâmica kinikinau de encher os olhos. Alencar é a encarnação da esperança de povos indígenas do Pantanal: a de que seus jovens exercitem saberes tradicionais e, desse modo, garantam a sobrevivência da cultura. “Fiz sozinho, sem ajuda. Apenas fui fazendo”, diz o adolescente, quase monossilábico, mas muito certo de si: quer aprender e melhorar sua técnica. A cultura ancestral brasileira agradece.

IPEDI AMPLIA IMPACTO: CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS CHEGA A 6 MUNICÍPIOS DE MS, EM PARCERIA COM UEMS

O Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) amplia seu impacto, alcançando toda a população indígena terena de Mato Grosso do Sul (MS), participando da formação de professores que atuam nas aldeias indígenas existentes em 6 municípios. Em parceria com a Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) o instituto participou do curso inédito de Especialização Lato Sensu em Língua e Cultura Indígena, direcionado a professores indígenas. “O Ipedi participou de todas as etapas da construção do curso: da elaboração do projeto, passando pela aplicação das provas do processo seletivo, eu, representando o Ipedi, atuei como professora do curso e também fui uma das orientadoras. Tivemos alunos de Aquidauana, de Anastácio, de Miranda, de Nioaque, de Sidrolândia, de Dois Irmãos do Buriti”, explica a presidente do Ipedi, Denise Silva, uma das referências nacionais em pesquisa de cultura indígena. Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do Brasil, com m...

PROFESSORES INDÍGENAS APRESENTAM SEUS TRABALHOS DE ESPECIALIZAÇÃO EM ALDEIA QUE É TEMA DE PESQUISAS

Pesquisadores acadêmicos, defendendo suas metódicas pesquisas no cenário inusitado: uma oca indígena, simples, numa noite escura da primavera quente e úmida do Pantanal. Os pesquisadores apresentam seus trabalhos diante de uma plateia silenciosa – ao fundo, os sons da noite no mato. Um mosquito aqui, outro acolá, não são problema. O lugar simples contrasta com os equipamentos instalados para as apresentações: um datashow (espécie de projetor eletrônico para apresentações de palestras) e um computador projetam slides cheios de informação na parede interna da oca. Duas quedas de energia elétrica – comuns para um lugar distante da área urbana – assustam, mas não interrompem as apresentações que, por alguns minutos, são feitas sob as luzes de celulares do público –  celulares sem sinal, porque ali a rede de telefonia só chega em alguns pontos estratégicos. Dá pra tirar fotos. Mas não dá pra postá-las imediatamente ou tentar fazer, por exemplo, uma live no Facebook. Na plateia, anciã...