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Mostrando postagens com o rótulo #abraceoBrasil

TRABALHO DO IPEDI É UM DOS DESTAQUES DO FESTIVAL DE INVERNO DE BONITO

O Festival de Inverno de Bonito, um dos mais importantes festivais de arte e cultura do Brasil começa hoje e o trabalho do Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) é um dos destaques do evento. No sábado, 27, a partir das 14h, no auditório da Secretaria Municipal de Turismo de Bonito, a presidente do Ipedi, Denise Silva, Ipedi fará uma palestra com a presença de lideranças indígenas com o tema: “Línguas e culturas indígenas: ações de resgate, valorização e fortalecimento”. O evento e aberto e gratuito. “Fomos convidados pela organização do festival e isso demonstra a relevância do trabalho que desenvolvemos com o apoio da comunidade indígena”, afirma Denise Silva. A presidente do Ipedi, Denise Silva, com anciã terena: trabalho desenvolvido pelo Ipedi será apresentado em palestra aberta e gratuita durante o Festival de Inverno de Bonito. Foto: Luciano Justiniano

ENTRE 2 MIL INSCRITOS, IPEDI É UMA DOS SELECIONADOS POR MOVIMENTO QUE TEM ENTRE IDEALIZADORES O APRESENTADOR LUCIANO HUCK

Entre duas mil inscrições, o Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) foi um dos 100 selecionados pela primeira fase do edital do Movimento Bem Maior. Agora, a segunda fase consiste em votação popular feita pela internet no qual apenas os 50 projetos mais votados serão contemplados com apoio financeiro que, no caso do Ipedi, vai possibilitar ampliar projetos de educação indígena no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Para votar, acesse movimentobemmaior.org e procure pelo nome do projeto, “KALIVONO”. Daí é só votar. O projeto que você apoia votando no KALIVONO do Ipedi Trata-se de metodologia para implementar projetos de educação em "contextos socialmente complexos", ou seja, ambientes em que encontramos dificuldades especificas para a efetivação de processos educacionais que promovam o desenvolvimento individual e comunitário. O trabalho, sistematizado no formato de tecnologia social, respeita as especificidades das comunidades em que atua, construindo uma...

TRABALHO DO IPEDI VAI PARTICIPAR DA FEIRA LITERÁRIA DE BONITO (FLIB)

A Feira Literária de Bonito, que começou na quarta e vai até o sábado, 06 de julho, vai contar com a apresentação do trabalho desenvolvido pelo Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) no livro Fábulas de Esopo em Terras Terena. A obra, lançada oficialmente no ano passado, reúne fábulas da literatura clássica em formato bilíngue: terena e português, com ilustrações feitas por alunos de escolas públicas e privadas, rurais e urbanas, indígenas e não-indígenas de Miranda, cidade  que fica no Pantanal de Mato Grosso do Sul, onde o Ipedi atua. O Ipedi será representado pela presidente do instituto, Denise Silva e pela professora indígena Maísa Antonio. Elas estarão no dia 06 de julho, sábado, no Lounge Literatura: Substantiva Feminina, a partir das 16h30. A FLIB “Em sua 5ª edição, a FLIB vai contemplar a literatura feita por mulheres, dando voz e verbo a uma produção intensa e, ainda, pouco conhecida. Assim sendo, a FLIB terá como eixo principal de sua programação ...

PROFESSORA INDÍGENA QUE FAZ PROJETOS NO IPEDI ESTAMPA CAPAZ DO JORNAL ESPANHOL EL PAÍS , UM DOS MAIS INFLUENTES DO MUNDO

A professora indígena terena Evanilda Rodrigues, uma das lideranças indígenas terena que desenvolve projetos com o Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) estampou as páginas do jornal espanhol El Pais – o principal jornal da Espanha e um dos mais importantes do mundo. O jornal traz um perfil da professora indígena, que participou da manifestação Acampamento Terra Livre, que ocorre anualmente em abril, em Brasília e busca chamar a atenção das autoridades para causas sensíveis ao bem-estar de povos indígenas brasileiros. Na publicação, Evanilda enfatizou o que ela classificou como o anseio mais urgente das mulheres terena de Mato Grosso do Sul. "Sou professora, pedagoga e coordenadora do movimento de mulheres indígenas do Mato Grosso do Sul. Como mulher, posso dizer que a saúde é a nossa pauta mais importante. As mães ficam em casa, porque precisam cuidar dos filhos doentes. Por isso estamos aqui. Só que com esse governo não tem conversa. Dizem que os terena t...

JOVENS VOLTAM A FAZER ARTESANATO EM COMUNIDADE INDÍGENA

O Alencar Leôncio da Rodrigues tem 15 anos e exibe, entre tímido e orgulhoso, a primeira peça de artesanato que ele fez na vida: uma cerâmica kinikinau de encher os olhos. Alencar é a encarnação da esperança de povos indígenas do Pantanal: a de que seus jovens exercitem saberes tradicionais e, desse modo, garantam a sobrevivência da cultura. “Fiz sozinho, sem ajuda. Apenas fui fazendo”, diz o adolescente, quase monossilábico, mas muito certo de si: quer aprender e melhorar sua técnica. A cultura ancestral brasileira agradece.

INDÍGENAS SE ORGANIZAM PARA EXPLORAR VENDA DE ARTESANATO PARA GERAR RENDA

Um grupo de indígenas moradores da comunidade Mãe Terra, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, está se organizando para explorar o artesanato como gerador de renda para as famílias. A comunidade possui cerca de 100 famílias indígenas das etnias terena e kinikinau. Por iniciativa comunitária cerca de 20 artesãos, entre homens, mulheres, adultos e crianças, estão se reunindo semanalmente para a produção em série de peças típicas das duas etnias, tanto em cestaria quanto em cerâmica. O objetivo é comercializar os produtos direto para turistas que visitam o Pantanal. O projeto dos artesãos é criar uma associação, para ajudar a comercialização. A iniciativa foi batizada de “Itukeo Kopenoti” que, traduzido do terena para o português, significa “O Trabalho do Índio”. “Eu já não fazia mais o artesanato, mas agora estou voltando”, conta dona Albertina Fonseca, terena de 56 anos, que tem como especialidade a construção de peças de cestaria. “Além de gerar renda, esta iniciativa...

COMPARTILHANDO CONHECIMENTOS: A CONSTRUÇÃO PRÁTICA DE UM PROJETO DE IMPACTO SOCIAL

Case Barco de Letras: alfabetização de pescadores ribeirinhos do Pantanal Construímos um relação de confiança mutua com a comunidade, o que ajuda a garantir o pleno desenvolvimento das atividades e a ampliação do potencial de impacto social do projeto. Foto: Luciano Justiniano No artigo anterior (tá aqui: https://www.linkedin.com/pulse/empatia-trabalho-em-organiza%25C3%25A7%25C3%25B5es-do-terceiro-setor-benites-carneiro) descrevemos os parâmetros que nos ajudam a pensar nossos projetos, nossas ações. Aqui, quero compartilhar a aplicação prática destes parâmetros em um dos nossos projetos mais significativos: O Barco de Letras, que promove a alfabetização de pescadores ribeirinhos. Em nossas pesquisas e vivências sabíamos que os números de adultos analfabetos em Miranda, MS, onde o Ipedi atua, é elevado em comparação com a média nacional. Em Miranda, 13,24% da população acima de 15 nos nunca frequentou a escola, enquanto a média no Brasil é de 9,37%. Ok, é um dado cientifico, que revel...

COMPARTILHANDO CONHECIMENTOS: CONHEÇA COMO O IPEDI DESENVOLVE OS PROJETOS SOCIAIS NAS COMUNIDADES DO PANTANAL

O desafio do acolhimento Ao longo de vários anos desenvolvendo projetos em contextos socialmente complexos –  em especial em comunidades tradicionais da região do Pantanal – por mais diversas que fossem nossas atividades, por mais diferentes que fossem nossos públicos, o desafio inicial era sempre o mesmo: como acessar essas pessoas, como acessar essas comunidades para que elas compreendessem e aceitassem o trabalho que estávamos propondo para melhorar as vidas delas, seja no aspecto econômico, educacional, enfim. Nós nos perguntávamos como faríamos para que essas pessoas compreendessem que o que estávamos propondo era bom pra elas, pra suas comunidades, pra sobrevivência no curto e no longo prazo? Era uma tarefa difícil compreender este desafio. Especialmente porque lidamos com ciclos fechados de pessoas, que possuem suas próprias regras internas, baseadas em conhecimentos tradicionais arraigados, que acabam gerando resistência à chegada de qualquer ideia nova, que venha de f...

IPEDI RECEBE CONSULTORIA DA YUNUS NEGÓCIOS SOCIAIS, ORGANIZAÇÃO DO NOBEL DA PAZ MUHAMMAD YUNUS

Em São Paulo, SP, na sede da gigante dos cosméticos Natura, na semana passada, o Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) encerrou o período de consultoria recebida feita pela Yunus Negócios Sociais. Ao longo de um ano, profissionais da Yunus, especializados em gestão de negócios sociais, prestaram consultoria para melhorar a gestão em busca da sustentabilidade financeira do Ipedi. “Foi um período transformador, no qual aprendemos muito e melhoramos muito nossa gestão, nos fortalecendo como instituição”, afirmou Denise Silva, presidente do Ipedi, que representou a organização no encontro com a equipe da Yunus. “Em especial, um agradecimento ao trabalho da Gabriela Reis, a representante da Yunus que atuou ais diretamente conosco, nos orientando, esclarecendo”, afirma Denise. Hoje, como resultado do trabalho em parceria com a Yunus, o Ipedi melhorou a gestão interna dos recursos, criou indicadores de impacto e iniciou o processo de implantação de uma área de captaçã...

COM MATERIAL DIDÁTICO ESPECIALMENTE FEITO PARA ELES, PESCADORES RIBEIRINHOS SÃO ALFABETIZADOS EM PROJETO DO IPEDI

O Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi) construiu uma cartilha especialmente feita para alfabetização de pescadores ribeirinhos adultos. O material está sendo usado pelo grupo de alunos do projeto Barco de Letras, composto por pescadores ribeirinhos da região do Pantanal de Miranda, no Mato Grosso do Sul. Com a cartilha, os alunos da professora Janete Correa – alfabetizadora e coordenadora do Barco de Letras – passam a utilizar um material contextualizado, que traz nas páginas a alfabetização através de coisas do dia-a-dia no Pantanal. “Desse modo o aprendizado terá mais significado para os alunos”, explica a especialista em educação Walquiria Angélica Bitonti que coordenou o processo de construção da cartilha. “Estamos num trabalho de avaliação da aplicação do material e vamos medir os impactos que ele teve na qualidade do aprendizado dos alunos. Assim poderemos corrigir algumas falhas que descobrirmos e aperfeiçoarmos o material”, afirma a assistente social E...

IPEDI AMPLIA IMPACTO: CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS CHEGA A 6 MUNICÍPIOS DE MS, EM PARCERIA COM UEMS

O Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) amplia seu impacto, alcançando toda a população indígena terena de Mato Grosso do Sul (MS), participando da formação de professores que atuam nas aldeias indígenas existentes em 6 municípios. Em parceria com a Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) o instituto participou do curso inédito de Especialização Lato Sensu em Língua e Cultura Indígena, direcionado a professores indígenas. “O Ipedi participou de todas as etapas da construção do curso: da elaboração do projeto, passando pela aplicação das provas do processo seletivo, eu, representando o Ipedi, atuei como professora do curso e também fui uma das orientadoras. Tivemos alunos de Aquidauana, de Anastácio, de Miranda, de Nioaque, de Sidrolândia, de Dois Irmãos do Buriti”, explica a presidente do Ipedi, Denise Silva, uma das referências nacionais em pesquisa de cultura indígena. Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do Brasil, com m...

PRESIDENTE DO IPEDI É ACEITA PARA SEGUNDO PÓS-DOUTORADO

O trabalho do Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi) é balizado por pesquisas acadêmicas importantes na área de educação. A organização realiza projetos com a parceria de universidades de várias regiões do país, fazendo a aplicação do conhecimento produzido na academia em projetos que melhoram a educação em comunidades do Pantanal. Mais uma importante conquista aconteceu neste sentido: a presidente do Ipedi  Denise Silva foi aceita para o seu segundo pós-doutoramento. Denise, que já é pós-doutora em Lexicologia e Lexicografia pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) foi, agora, aceita para pós-doutorado em Sociolinguística pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems). O orientador do trabalho de Denise é o professor doutor Antonio Carlos Santana de Souza, que, entre outros postos acadêmicos, é pesquisador do Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Universidade de São Paulo). “Esta é uma conquist...

IPEDI LANÇARÁ COLEÇÃO DE LIVROS SOBRE A CULTURA INDÍGENA

Uma coleção de livros de com histórias, costumes, lendas indígenas está sendo preparada pelo Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi) para ser lançada nos próximos meses. Com autoria de diversos indígenas da etnia terena, a obra vai contemplar vários aspectos deste povo indígena – o maior em números populacionais no Mato Grosso do Sul. A obra não será vendida, pois não tem fins comerciais e deve ser utilizada, principalmente, como material de apoio para escolas públicas de Mato Grosso do Sul, conforme explica a presidente do Ipedi, Denise Silva. “Estamos em processo de finalização da edição, com a revisão que está sendo feita pelos indígenas autores”, conta Denise. “Nos apenas organizamos o material, o que é mais importante neste trabalho é reafirmarmos o nosso compromisso com o protagonismo dos indígenas, neste processo que é de suma importância para revitalização da cultura, uma busca que as comunidades terena de Mato Grosso do Sul vêm fazendo de um jeito extrem...

Mulheres que inspiram – A PANTANEIRA QUE VIROU PÓS-DOUTORA E QUE VOLTOU PARA TRANSFORMAR A VIDA DE SUA COMUNIDADE

Ela vinha de ônibus, da zona rural, para estudar em escola pública. Ela foi embora da sua cidade, em busca de um futuro melhor. Ela ingressou numa universidade pública e, contra todos os prognósticos que acometem as pessoas de classes menos favorecidas, tornou-se pesquisadora. Da graduação ao mestrado foi um pulo. Do mestrado ao doutorado, um salto, talvez jamais imaginado por ela mesma e pelos seus. Como se já não bastasse ter se tornado uma autoridade na área em que atua, aquela menina do ônibus, aquela moradora da zona rural, que estudou na Escola Estadual Caetano Pinto, que foi alfabetizada pela professora Lia Kling, que morava na região rural do “Carrapatinho”... Ela... Se tornou pós-doutora, estando à frente de muitos de seus professores de universidade. Ela, uma mirandense, integra a elite intelectual do país. E nem por isso, deixou suas raízes, fincadas firmemente nestes pantanais. Denise Silva é, hoje, uma das mais importantes pesquisadoras brasileiras na área de linguística...

Mulheres que inspiram – ELA ALFABETIZA PESCADORES RIBEIRINHOS DO PANTANAL

A dor que se transforma em força. A força que abre caminhos e ilumina a vida das pessoas a sua volta. Janete Correa. Dona de uma das dores mais terríveis da vida – a de perder uma filha – ela toca em frente e transforma o sofrimento em garra capaz de trazer a luz aos olhos dos pescadores ribeirinhos do Pantanal de Miranda, no Mato Grosso do Sul. Não é exagero. Janete é a idealizadora do projeto Barco de Letras, premiado nacionalmente e que oferece alfabetização a pescadores ribeirinhos adultos que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola regular e que, portanto, são analfabetos. Eram. Agora, com o trabalho incansável e comprometido da Janete, estão aprendendo a ler e a escrever e alguns já ingressaram na Educação de Jovens e Adultos – um sonho bem distante para quem, antes, se sentia como um “cego”, sem compreender o mundo das letras. “Como cego no mundo”, como nos afirmou dona Nilza Bandeira, uma das alunas de Janete. Você ainda tem dúvidas de que Janete ilumina vidas? ...

Mulheres que inspiram – A PROFESSORA QUE LEVOU LEITURA PARA BAIRROS DA PERIFERIA DE MIRANDA, NO PANTANAL DE MS.

Criança é um mistério. Nem todo mundo consegue chegar até eles, se conectar de um jeito especial e duradouro. A professora Marilza Silva consegue. Com o sorriso aberto e desprovido de qualquer preconceito, ela ganha atenção e a amizade dos alunos, construindo uma relação forte e capaz de transformar até os tais alunos-problema. Foi com essa experiência que Marilza propôs ao Ipedi realizar o Um Pé de Livro, que fomenta a leitura em bairros centrais e da periferia de Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Chegar num bairro, debaixo de uma arvore qualquer, com livros para atrair as crianças não parecida uma tarefa fácil, num mundo em que a leitura concorre com os youtubers da vida. Mas, como mulher pantaneira que é, Marilza sabia de sua capacidade de realizar mudanças, de acender fagulhas de conhecimento e cultura em mentes e corações tão jovens. Foi assim que ela encarou a empreitada e encontrou historias que emocionaram a todos nós no Ipedi, a cada retorno de atividade realizad...

Mulheres que inspiram - COMPROMETIDA COM CAUSAS SOCIAIS, A ASSISTENTE SOCIAL QUE DESENVOLVE PROJETOS QUE TRANSFORMAM A VIDA DE PESSOAS NO PANTANAL

“Fazer a diferença, sendo a diferença”. É uma frase que a Elange sempre usa. Longe de ser uma mulher de frases, Elange é uma mulher de ação. As palavras exprimem o que ela realiza – e não é pouco. Assistente Social de formação, já ocupou cargos públicos de gestão, entre eles o de vereadora. Foi neste período que, reconhecendo o trabalho que o Ipedi vinha realizando, defendeu o instituto em importantes espaços, sendo autora de projetos que conferiram a utilidade pública para o Ipedi, conquistas legais que possibilitaram um crescimento das ações da organização, o que significou, acima de tudo, a ampliação da quantidade de pessoas beneficiadas. Elange é uma pessoa que cuida das pessoas. Sempre disposta a acolher e oferecer uma mão parceira, ela construiu uma história de comprometimento com as minorias e com as pessoas menos favorecidas. Deste comprometimento surgiram ações como a mentoria do projeto Capoeira Pantaneira, oportunizando cidadania a crianças e jovens através dos esportes...

Mulheres que inspiram – A PROFESSORA INDÍGENA QUE ENFRENTOU DIFICULDADES PARA GARANTIR EDUCAÇÃO QUE RESPEITA A CULTURA DE SEU POVO

A Maísa é uma daquelas pessoas com as quais a gente conversa sobre a vida e logo se emociona. Ela fala com paixão, com sentimento, da batalha que é ser professora de escola pública no Brasil. No caso da Maísa, uma batalha pintada com cores mais fortes, pois é professora indígena. Assim, além de enfrentar todas as agruras de um país que não valoriza a educação, ela, como seus colegas indígenas, encara ainda o preconceito e a falta de uma política clara e efetiva de valorização da educação escolar que respeite a cultura e os saberes tradicionais, que é prevista legalmente mas que raras vezes sai do papel. Falar da Maísa é falar da educação indígena, não há como dissociar uma da outra. Foi da experiência de dificuldades que ela enfrentou para exercer seu ofício que surgiram iniciativas para que o Ipedi executasse vários trabalhos de melhoria na qualidade da educação indígena. Maísa nos sensibilizou demonstrando na pele todas as dores de seus colegas professores indígenas. Assim, foi uma...

Mulheres que inspiram – PROFESSORA INDÍGENA QUE REALIZA PROJETOS CULTURAIS PREMIADOS NO PANTANAL

A professora Marlene Rodrigues é professora terena na aldeia indígena Babaçú, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Foto: Luciano Justiniano.  O tom de voz sereno esconde a dona de uma força, de uma garra imensurável. A professora Marlene Rodrigues, indígena da etnia terena fica tímida diante de câmeras e microfones. Mas enfrenta o desafio de se ver filmada e documentada porque compreende a importância de dar voz aos anseios de sua comunidade indígena da aldeia Babaçú, em especial de seus alunos indígenas. “No passado as crianças não gostavam mais de participar da dança, cantar nossas musicas tradicionais, não comiam mais a comida típica, eles ficavam assim”, conta ela, não sem tristeza no olhar. Mas na voz a esperança suplanta qualquer sentimento ruim porque ela sabe que, agora, esta transformando sua comunidade e que este passado a que ela se refere está mudando. Marlene teve seu projeto, Sons da Aldeia, de revitalização de sua cultura indígena, financiado pel...

Mulheres que inspiram – A PROFESSORA QUE É UMA DAS AUTORAS DE APOSTILA DE ALFABETIZAÇÃO PARA PESCADORES RIBEIRINHOS

Nos olhos da professora apaixonada pela profissão, o brilho de ver crianças se apaixonando pela leitura. O brilho nos olhos de ver os rostinhos das crianças entretidas ouvindo uma história que ela conta. E contando histórias ela vai educando. A professora é a Walquíria Angélica dos Santos Bitonti, ou Wal mesmo, como todos costumam chamá-la. Especialista em Educação e professora de ofício, a Wal já foi secretária Municipal de Educação. Da vivência com professores e da sua própria em sala de aula, traz a experiência de quem vive na pele o desafio de ser educador em escolas públicas brasileiras. Um desafio que ela enfrenta de um jeito admirável: a Wal tem sempre um jeito diferente de dar aulas. Tem sempre uma carta na manga pra ensinar a ler e a escrever. Quando estava na secretaria de Educação, ela foi uma das principais responsáveis por tornar possível o desenvolvimento do projeto Kalivono nas escolas indígenas de Miranda, no Mato Grosso do Sul, iniciando uma ação de valorização dos...