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Mostrando postagens com o rótulo #BrasilPossível

PESCADORES RIBEIRINHOS SÃO AFETADOS PELA CRISE DA PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS

A crise econômica causada pelo novo coronavírus afeta cruelmente comunidades tradicionais do Pantanal de Mato Grosso do Sul. A situação de pescadores ribeirinhos é dramática. “Não pude ir pescar, não tem quem compra os peixes. Nem tem quem nos carregue, nos abasteça com combustível, nos forneça gelo”, conta dona Nilza Bandeira Zwicker, pescadora que vive numa comunidade ribeirinha de Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul (MS). A pandemia veio para agravar um problema que já assolava pescadores profissionais de Miranda. Em 2020 pescadores como dona Nilza, seus pais, seus irmãos, que viveram a vida inteira retirando o sustento dos rios pantaneiros estão vendo sua principal atividade econômica inviabilizada pela política restritiva de pesca promovida pelo governo de MS. Buscando alternativas de sustento, dona Nilza e seus familiares vinham desenvolvendo a apicultura de forma sustentável. Dona Nilza vem coordenando o projeto Apiário Flor de Camalote que recebeu financiamento ...

INDÍGENA FAZ VERSÃO EM LÍNGUA INDÍGENA DE MÚSICA DE MICHAEL JACKSON PARA EDUCAR SUA COMUNIDADE SOBRE CORONAVÍRUS

A música é uma linguagem universal. Música une, emociona, comunica, educa. Não importa muito em que idioma ela esteja. Mas se estiver numa língua que a pessoa conhece, o poder da música é ainda maior. Nesta quarentena o jovem músico indígena Januário da Silva está usando sua paixão – a música – a fim de orientar, sensibilizar sua comunidade sobre a importância de tomar cuidados para evitar a proliferação do coronavírus. Januário é morador da aldeia indígena terena Cachoeirinha, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Ele fez uma versão de “We Are the World”, música composta originalmente por Michael Jackson e Lionel Richie. A canção tornou-se um ícone pelo clipe com diversos nomes da música pop mundial, unidos para arrecadar dinheiro para causas sociais no continente africano. “Para evitarmos o vírus da pandemia dentro da minha comunidade, foi essa a forma que achei para levar essa mensagem para os anciãos e as crianças”, diz Januário. A seguir a trad...

IPEDI É HOMENAGEADO PELA CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE

Recebemos uma moção de aplausos da @camaracgms, proposta pelo vereador Eduardo Romero, em alusão ao trabalho que desenvolvemos na produção do livro Fábulas de Esopo, que beneficiou 2 mil crianças de escolas públicas. 

IPEDI FIRMA PARCERIA COM ECOA

Ampliar o nosso impacto nas comunidades pantaneiras? Sim! O Ipedi e a organização Ecoa estão firmando parceria para desenvolver projetos que impactam comunidades da região de Miranda. As duas organizações estão formatando as ações que já começaram a ser tratadas com outros parceiros, formando uma rede de cooperação. “Aprendemos com nossa parceira, BrazilFoundation, a importância de firmarmos parcerias para criar redes cooperativas que nos ajudem a otimizar nossos resultados. E é isso que estamos fazendo na parceria que estamos firmando com a Ecoa”, conta a presidente do Ipedi, Denise Silva. Reunião entre o Ipedi e a Ecoa: impactos positivos para comunidades do Pantanal

ARTESÃS INDÍGENAS DO PANTANAL: OS DESAFIOS DE MANTEREM SUA CULTURA VIVA

Você já deve ter visto alguma peça de artesanato indígena como estas do vídeo. Mas você já pensou nos desafios que as artesãs indígenas enfrentam para que as peças fiquem assim, prontas, como você está acostumado a ver? Principalmente as mulheres artesãs precisam dominar os saberes tradicionais que, na maioria das comunidades, está se perdendo. Conhecimentos que são passados dos mais velhos para os mais jovens e que conduzem toda tradição de um povo. Este processo é cada vez mais difícil por motivos como, por exemplo, o fato de alguns jovens não valorizarem a cultura ancestral por sofrerem preconceitos dos não-índios. Mas, para além disso há ainda os desafios mais práticos tais como a necessidade de material para as peças, como buscar as matérias-primas na natureza em comunidades cada dia menores e limitadas geograficamente, ou ainda a escassez de tempo disponível para se dedicar a uma atividade que, ainda, na maioria das vezes, é incapaz de gerar renda suficiente para sustentar as...

IPEDI É PARCEIRO DE CURSOS PREPARATÓRIO DE INDÍGENAS PARA VESTIBULAR

A noite cai no Pantanal. A escuridão não assusta um grupo aguerrido de estudantes indígenas. São anciãos, donas de casa, jovens. Um total de 26 pessoas que, depois de um dia inteiro de trabalho, saem de casa e vão para a escola municipal que fica no meio da aldeia indígena terena Argola, localizada há mais de 15 quilômetros da área urbana do município de Miranda, em Mato Grosso do Sul. A canseira do dia é deixada fora da sala. Agora é momento de focar para alcançar um sonho que estes 26 índios compartilham: o de ingressar num curso da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Na escola são recebidos pelo professor de português Willie Macedo – voluntário que veio para oferecer preparação na área apontada pelos estudantes como a maior dificuldade na hora de enfrentarem o vestibular: a produção de texto e a língua portuguesa. Se para um aluno não-indígena a redação é um dos maiores desafios do vestibular, para estudantes indígenas as dificuldades são ainda maiores. ...

DESAFIOS DE ARTESÃS INDÍGENAS

Os desafios de produzir artesanato indígena, resgatando saberes tradicionais, enfrentando dificuldades de estrutura, sem perder a fé de que o trabalho artesanal tradicional é, não apenas uma forma de resguardar saberes ancestrais mas também um jeito de gerar renda para as famílias. Neste vídeo, estes e outros aspectos do fazer artesanal terena são abordados numa conversa que as artesãs indígenas dona Maria e dona Darci tiveram com a professora Ana Lúcia Gomes. Ana Lúcia é diretora do Espaço Eco Pantaneiro, de Aquidauana, MS. A entidade é parceira do Ipedi. O vídeo foi gravado na aldeia Mãe Terra, em Miranda, no mês de outubro. #BF2019 #BFapoio2019 #BrazilFoundation

IPEDI APRENDE EXPERIÊNCIA DE AGROTURISMO DESENVOLVIDO EM SANTA CATARINA

A experiência do agroturismo desenvolvido pela organização Acolhida na Colônia, de Santa Cantarina, esta servindo de inspiração para a implementação de um projeto similar que está sendo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi). Nesta semana o instituto está com representantes visitando a região das Encostas da Serra Geral de Santa Catarina, conhecendo o trabalho desenvolvido na região pela Acolhida na Colonia. “A entidade atua em 26 municípios de Santa Catarina e um município do Rio de Janeiro, envolvendo aproximadamente 120 famílias de agricultores que desenvolvem ou pretendem desenvolver atividades de agroturismo onde a recepção dos visitantes é realizada pela família de agricultores permitindo o contato entre campo e cidade, troca de experiências e convívio” diz o site da organização. “O agroturismo pode é uma possibilidade de atividade econômica que tem se demonstrado muito viável em Miranda”, diz a presidente do Ipedi, Denise Silva, que está...

LIVROS PARA QUEM NÃO TEM: MATERIAL AJUDA NA EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS INDÍGENAS DO PANTANAL

Imagine um médico que não possa receitar remédios. Imagine um engenheiro que precisa construir uma casa, mas que não possa usar tijolos, nem cimento, nem areia. Pense num cozinheiro que esteja impedido de usar qualquer tipo de tempero. Difícil né? Agora pense num professor que não tenha livros para dar aulas... Livros são ferramentas fundamentais para o trabalho de educadores. Sem livros a educação fica, no mínimo, capenga. Como ensinar sem livros? É um dos problemas que assolam educadores do ensino público Brasil afora. E, quando falamos em professores do ensino público de escolas indígenas, a situação se complica ainda mais. Os Povos Indígenas têm direito a uma educação escolar específica, diferenciada, intercultural, bilíngue/multilíngue e comunitária, conforme define a legislação nacional que fundamenta a Educação Escolar Indígena. Como em tudo neste país a teoria, na prática, é bem outra. Como ensinar sobre cultura terena, para alunos terena, sem ter livros teren...

INDÍGENAS EM ESPETÁCULO DE BALLET: INTERCÂMBIO DE CULTURAS QUE GERA BELEZA E FRATERNIDADE ENTRE POVOS

A valorização da cultura de uma comunidade ajuda a fortalecer a autoestima das pessoas que dela fazem parte   para que estas enfrentem de uma forma mais assertiva os desafios diários que a vida impõe. Esta é apenas uma das motivações que levaram o Ipedi a viabilizar a participação de um grupo de dança indígena no Moinho Concert, espetáculo de música e dança clássicas e contemporâneas realizado anualmente em Corumbá. Possibilitar que índios se apresentem num evento tão importante, cheio de visibilidade, é uma forma de valorizar a cultura. Ter um grupo indígena em destaque, no palco, sendo assistido por milhares de pessoas, se tornando notícia na imprensa e sendo reverenciado por autoridades é uma forma de demonstrar para os próprios indígenas quão valorosa é a cultura deles e como eles devem ter orgulho de sua identidade. Este fortalecimento da identidade cultural é fundamental na medida em que o preconceito é uma barreira que, diariamente, os povos indígenas precisam ...

PROJETO DE INDÍGENAS KADIWÉU FOI PREMIADO E VAI RECEBER MENTORIA DO IPEDI

A iniciativa intitulada Nadinaghajetedi Ejiwajegi (pinturas do povo kadiweu), liderada pela indígena Benilda Vergílio, mais conhecida como Benilda vai desenvolver atividades focadas na revitalização da cultura indígena kadiwéu. A partir de agora o projeto receberá mentoria do Ipedi com recursos patrocinados pela Brazil Foundation por meio do Prêmio de Inovação Comunitária. O QUE MOVE O   Nadinaghajetedi Ejiwajegi “Como outras comunidades indígenas, os Kadiwéus passam por um processo acentuado de desaparecimento de saberes tradicionais, causado em grande parte pela ausência de políticas públicas que fomentem o fortalecimento de culturas ancestrais como importante componente da identidade nacional. Aos poucos, saberes detidos pelos anciãos e não repassados às novas gerações tornam-se extintos, indo para os túmulos com os mais velhos. A identidade cultural morre, deixando nossos jovens e crianças sem um “lugar no mundo”, em que não assimilam totalmente a cultura do não-índio e...

PROJETO DE PRODUÇÃO DE MEL DOS PESCADORES RIBEIRINHOS DE MIRANDA FOI PREMIADO E RECEBERÁ MENTORIA DO IPEDI

O projeto Apiário Flor de Camalote, liderado pela pescadora ribeirinha Nilza Bandeira, que visa fortalecer a prática da apicultura de famílias ribeirinhas como alternativa sustentável de geração de renda, foi um dos contemplados para receber apoio e mentoria do Ipedi, por meio do Prêmio de Inovação Comunitária realizado e patrocinado pela Brazil Foundation. A partir de agora o Ipedi vai apoiar e acompanhar o projeto, buscando melhorar a infraestrutura, aumentar o impacto e possibilitar para que a iniciativa tenha sustentabilidade financeira para crescer e se desenvolver atendendo cada vez mais jovens mirandenses. O QUE MOVE O PROJETO APIÁRIO FLOR DE CAMALOTE “Tendo em vista as restrições da pesca profissional e amadora, as famílias possuem um grande desafio no sustento familiar. A geração de renda por meio da produção de mel se mostra como possibilidade, tanto pelo surgimento de movimentos certificadores do mel do pantanal, quanto pelo valor que o produto possui no mercado, t...

INDÍGENAS SE ORGANIZAM PARA EXPLORAR VENDA DE ARTESANATO PARA GERAR RENDA

Um grupo de indígenas moradores da comunidade Mãe Terra, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, está se organizando para explorar o artesanato como gerador de renda para as famílias. A comunidade possui cerca de 100 famílias indígenas das etnias terena e kinikinau. Por iniciativa comunitária cerca de 20 artesãos, entre homens, mulheres, adultos e crianças, estão se reunindo semanalmente para a produção em série de peças típicas das duas etnias, tanto em cestaria quanto em cerâmica. O objetivo é comercializar os produtos direto para turistas que visitam o Pantanal. O projeto dos artesãos é criar uma associação, para ajudar a comercialização. A iniciativa foi batizada de “Itukeo Kopenoti” que, traduzido do terena para o português, significa “O Trabalho do Índio”. “Eu já não fazia mais o artesanato, mas agora estou voltando”, conta dona Albertina Fonseca, terena de 56 anos, que tem como especialidade a construção de peças de cestaria. “Além de gerar renda, esta iniciativa...

COMPARTILHANDO CONHECIMENTOS: A CONSTRUÇÃO PRÁTICA DE UM PROJETO DE IMPACTO SOCIAL

Case Barco de Letras: alfabetização de pescadores ribeirinhos do Pantanal Construímos um relação de confiança mutua com a comunidade, o que ajuda a garantir o pleno desenvolvimento das atividades e a ampliação do potencial de impacto social do projeto. Foto: Luciano Justiniano No artigo anterior (tá aqui: https://www.linkedin.com/pulse/empatia-trabalho-em-organiza%25C3%25A7%25C3%25B5es-do-terceiro-setor-benites-carneiro) descrevemos os parâmetros que nos ajudam a pensar nossos projetos, nossas ações. Aqui, quero compartilhar a aplicação prática destes parâmetros em um dos nossos projetos mais significativos: O Barco de Letras, que promove a alfabetização de pescadores ribeirinhos. Em nossas pesquisas e vivências sabíamos que os números de adultos analfabetos em Miranda, MS, onde o Ipedi atua, é elevado em comparação com a média nacional. Em Miranda, 13,24% da população acima de 15 nos nunca frequentou a escola, enquanto a média no Brasil é de 9,37%. Ok, é um dado cientifico, que revel...

COMPARTILHANDO CONHECIMENTOS: CONHEÇA COMO O IPEDI DESENVOLVE OS PROJETOS SOCIAIS NAS COMUNIDADES DO PANTANAL

O desafio do acolhimento Ao longo de vários anos desenvolvendo projetos em contextos socialmente complexos –  em especial em comunidades tradicionais da região do Pantanal – por mais diversas que fossem nossas atividades, por mais diferentes que fossem nossos públicos, o desafio inicial era sempre o mesmo: como acessar essas pessoas, como acessar essas comunidades para que elas compreendessem e aceitassem o trabalho que estávamos propondo para melhorar as vidas delas, seja no aspecto econômico, educacional, enfim. Nós nos perguntávamos como faríamos para que essas pessoas compreendessem que o que estávamos propondo era bom pra elas, pra suas comunidades, pra sobrevivência no curto e no longo prazo? Era uma tarefa difícil compreender este desafio. Especialmente porque lidamos com ciclos fechados de pessoas, que possuem suas próprias regras internas, baseadas em conhecimentos tradicionais arraigados, que acabam gerando resistência à chegada de qualquer ideia nova, que venha de f...

IPEDI RECEBE CONSULTORIA DA YUNUS NEGÓCIOS SOCIAIS, ORGANIZAÇÃO DO NOBEL DA PAZ MUHAMMAD YUNUS

Em São Paulo, SP, na sede da gigante dos cosméticos Natura, na semana passada, o Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) encerrou o período de consultoria recebida feita pela Yunus Negócios Sociais. Ao longo de um ano, profissionais da Yunus, especializados em gestão de negócios sociais, prestaram consultoria para melhorar a gestão em busca da sustentabilidade financeira do Ipedi. “Foi um período transformador, no qual aprendemos muito e melhoramos muito nossa gestão, nos fortalecendo como instituição”, afirmou Denise Silva, presidente do Ipedi, que representou a organização no encontro com a equipe da Yunus. “Em especial, um agradecimento ao trabalho da Gabriela Reis, a representante da Yunus que atuou ais diretamente conosco, nos orientando, esclarecendo”, afirma Denise. Hoje, como resultado do trabalho em parceria com a Yunus, o Ipedi melhorou a gestão interna dos recursos, criou indicadores de impacto e iniciou o processo de implantação de uma área de captaçã...

COM MATERIAL DIDÁTICO ESPECIALMENTE FEITO PARA ELES, PESCADORES RIBEIRINHOS SÃO ALFABETIZADOS EM PROJETO DO IPEDI

O Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi) construiu uma cartilha especialmente feita para alfabetização de pescadores ribeirinhos adultos. O material está sendo usado pelo grupo de alunos do projeto Barco de Letras, composto por pescadores ribeirinhos da região do Pantanal de Miranda, no Mato Grosso do Sul. Com a cartilha, os alunos da professora Janete Correa – alfabetizadora e coordenadora do Barco de Letras – passam a utilizar um material contextualizado, que traz nas páginas a alfabetização através de coisas do dia-a-dia no Pantanal. “Desse modo o aprendizado terá mais significado para os alunos”, explica a especialista em educação Walquiria Angélica Bitonti que coordenou o processo de construção da cartilha. “Estamos num trabalho de avaliação da aplicação do material e vamos medir os impactos que ele teve na qualidade do aprendizado dos alunos. Assim poderemos corrigir algumas falhas que descobrirmos e aperfeiçoarmos o material”, afirma a assistente social E...