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Mostrando postagens com o rótulo BRASIL POSSÍVEL

COM MATERIAL DIDÁTICO ESPECIALMENTE FEITO PARA ELES, PESCADORES RIBEIRINHOS SÃO ALFABETIZADOS EM PROJETO DO IPEDI

O Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi) construiu uma cartilha especialmente feita para alfabetização de pescadores ribeirinhos adultos. O material está sendo usado pelo grupo de alunos do projeto Barco de Letras, composto por pescadores ribeirinhos da região do Pantanal de Miranda, no Mato Grosso do Sul. Com a cartilha, os alunos da professora Janete Correa – alfabetizadora e coordenadora do Barco de Letras – passam a utilizar um material contextualizado, que traz nas páginas a alfabetização através de coisas do dia-a-dia no Pantanal. “Desse modo o aprendizado terá mais significado para os alunos”, explica a especialista em educação Walquiria Angélica Bitonti que coordenou o processo de construção da cartilha. “Estamos num trabalho de avaliação da aplicação do material e vamos medir os impactos que ele teve na qualidade do aprendizado dos alunos. Assim poderemos corrigir algumas falhas que descobrirmos e aperfeiçoarmos o material”, afirma a assistente social E...

PRESIDENTE DO IPEDI É ACEITA PARA SEGUNDO PÓS-DOUTORADO

O trabalho do Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi) é balizado por pesquisas acadêmicas importantes na área de educação. A organização realiza projetos com a parceria de universidades de várias regiões do país, fazendo a aplicação do conhecimento produzido na academia em projetos que melhoram a educação em comunidades do Pantanal. Mais uma importante conquista aconteceu neste sentido: a presidente do Ipedi  Denise Silva foi aceita para o seu segundo pós-doutoramento. Denise, que já é pós-doutora em Lexicologia e Lexicografia pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) foi, agora, aceita para pós-doutorado em Sociolinguística pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems). O orientador do trabalho de Denise é o professor doutor Antonio Carlos Santana de Souza, que, entre outros postos acadêmicos, é pesquisador do Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Universidade de São Paulo). “Esta é uma conquist...

IPEDI LANÇARÁ COLEÇÃO DE LIVROS SOBRE A CULTURA INDÍGENA

Uma coleção de livros de com histórias, costumes, lendas indígenas está sendo preparada pelo Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi) para ser lançada nos próximos meses. Com autoria de diversos indígenas da etnia terena, a obra vai contemplar vários aspectos deste povo indígena – o maior em números populacionais no Mato Grosso do Sul. A obra não será vendida, pois não tem fins comerciais e deve ser utilizada, principalmente, como material de apoio para escolas públicas de Mato Grosso do Sul, conforme explica a presidente do Ipedi, Denise Silva. “Estamos em processo de finalização da edição, com a revisão que está sendo feita pelos indígenas autores”, conta Denise. “Nos apenas organizamos o material, o que é mais importante neste trabalho é reafirmarmos o nosso compromisso com o protagonismo dos indígenas, neste processo que é de suma importância para revitalização da cultura, uma busca que as comunidades terena de Mato Grosso do Sul vêm fazendo de um jeito extrem...

Mulheres que inspiram – A PANTANEIRA QUE VIROU PÓS-DOUTORA E QUE VOLTOU PARA TRANSFORMAR A VIDA DE SUA COMUNIDADE

Ela vinha de ônibus, da zona rural, para estudar em escola pública. Ela foi embora da sua cidade, em busca de um futuro melhor. Ela ingressou numa universidade pública e, contra todos os prognósticos que acometem as pessoas de classes menos favorecidas, tornou-se pesquisadora. Da graduação ao mestrado foi um pulo. Do mestrado ao doutorado, um salto, talvez jamais imaginado por ela mesma e pelos seus. Como se já não bastasse ter se tornado uma autoridade na área em que atua, aquela menina do ônibus, aquela moradora da zona rural, que estudou na Escola Estadual Caetano Pinto, que foi alfabetizada pela professora Lia Kling, que morava na região rural do “Carrapatinho”... Ela... Se tornou pós-doutora, estando à frente de muitos de seus professores de universidade. Ela, uma mirandense, integra a elite intelectual do país. E nem por isso, deixou suas raízes, fincadas firmemente nestes pantanais. Denise Silva é, hoje, uma das mais importantes pesquisadoras brasileiras na área de linguística...

IPEDI RECEBE VISITA DA BRAZIL FOUNDATION

“Você é meu irmão” dizia uma das frases da canção entoada pelos pequenos indiozinhos vestidos e pintados para a ocasião especial em que carregavam, orgulhosamente, uma faixa com a inscrição, em terena: “Yahikapunenoe”. Em português, algo como “sejam bem-vindos”. As roupas, a pintura, o canto, a faixa foram especialmente preparados, diz a professora indígena Marlene Rodrigues, “para demonstrar nossa gratidão e carinho à Brazil Foundation”. Assim a vice-presidente e diretora de Relações Institucionais da Brazil Foundation (BF), Mônica de Roure foi recebida na aldeia indígena terena Babaçú, no município de Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Acompanhada de parceiros patrocinadores da BF, Mônica esteve em Miranda para apresentar o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) na região. A visita à aldeia Babaçú foi um dos pontos da visita. O Ipedi também levou o grupo de visitantes para conhecer ainda a Colônia...

PROFESSORES INDÍGENAS APRESENTAM SEUS TRABALHOS DE ESPECIALIZAÇÃO EM ALDEIA QUE É TEMA DE PESQUISAS

Pesquisadores acadêmicos, defendendo suas metódicas pesquisas no cenário inusitado: uma oca indígena, simples, numa noite escura da primavera quente e úmida do Pantanal. Os pesquisadores apresentam seus trabalhos diante de uma plateia silenciosa – ao fundo, os sons da noite no mato. Um mosquito aqui, outro acolá, não são problema. O lugar simples contrasta com os equipamentos instalados para as apresentações: um datashow (espécie de projetor eletrônico para apresentações de palestras) e um computador projetam slides cheios de informação na parede interna da oca. Duas quedas de energia elétrica – comuns para um lugar distante da área urbana – assustam, mas não interrompem as apresentações que, por alguns minutos, são feitas sob as luzes de celulares do público –  celulares sem sinal, porque ali a rede de telefonia só chega em alguns pontos estratégicos. Dá pra tirar fotos. Mas não dá pra postá-las imediatamente ou tentar fazer, por exemplo, uma live no Facebook. Na plateia, anciã...