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VEM DA ALDEIA UMA DEMONSTRAÇÃO DE RESPEITO ÀS MULHERES

QUEM SABE ENSINA OS OUTROS E ASSIM, SABERES TRADICIONAIS DA PRODUÇÃO DE ARTESANATO VOLTA A TER VIGOR EM ALDEIA DO PANTANAL

Saberes tradicionais indígenas terena não vão se perder. Não, se depender do entusiasmo do grupo de artesãs indígenas da aldeia Mãe Terra, em Miranda -  no Pantanal de Mato Grosso do Sul, município com a maior concentração de índios terena do Brasil com cerca de 8 mil indivíduos vivendo em 9 aldeias. Artesãs que detém as técnicas estão ensinando outros indígenas e, assim, os conhecimentos vão passando de uma para outra, garantindo a sobrevivência dos saberes e o fortalecimento da identidade cultural. No início de fevereiro, a professora indígena terena Evanilda Rodrigues, esteve no Mãe Terra – ela vive em outra aldeia – para ensinar a confecção de brincos artesanais. Os indígenas do Mãe Terra criaram um coletivo, em que moradores passaram a fazer artesanato de maneira regular, ensinando outros indígenas interessados. Tudo porque a comunidade percebeu que a produção de artesanato indígena pode ser uma importante forma de geração de renda para as famílias locais. As reuniões ...

PROTAGONISMO INDÍGENA

Um #TBT de uma coisa que a gente ama: o protagonismo das comunidades com as quais trabalhamos. Aqui, professores indígenas que foram autores da coleção de livros que realizamos, Itukeovo Terenoe, são apresentados a pesquisadores durante o Festival América do Sul, em Corumbá. Participamos do evento a convite da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul

COMUNIDADE INDÍGENA DO PANTANAL SE MOBILIZA PARA EMPREENDER E GERAR RENDA

É cada vez mais forte a percepção das comunidades indígenas de que elas podem explorar suas atividades culturais como forma de geração de renda sustentável. Prova disso é o desenvolvimento do projeto Itukeovo Kopenoti, idealizado e coordenado por um coletivo de mulheres indígenas da aldeia Mãe Terra, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Na última semana de janeiro a presidente do Ipedi, Denise Silva, se reuniu com a comunidade para traçar metas para o ano de 2020. As expectativas de fortalecimento do projeto, que tem como principal atividade a produção de artesanato indígena para comercialização, são animadoras. “Além de termos um mercado promissor, é ainda possível que consigamos realizar atividades paralelas, mais relacionadas ao turismo”, conta Denie Silva. O Ipedi oferece ao grupo mentoria e acompanhamento para o desenvolvimento do Itukeovo Terenoe. “A geração de renda através da cultura faz com que este resgate dos saberes tradicionais tenha uma motivação a mais par...

TOCANDO EM FRENTE: PROJETO SOCIAL QUE ENSINA MÚSICA RECEBE NOVAS INSCRIÇÕES

“O que nos move é a percepção que temos da diferença que a música faz na vida dos nossos alunos: para o desenvolvimento não apenas artístico mas também psicossocial”, diz Geovane Ramires. Ele é um dos professores do projeto social Tocando em Frente, iniciativa que vem formando jovens músicos, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Professores voluntários oferecem aulas de viola, violão e flauta doce para crianças e adolescentes com idade a partir dos 10 anos de idade – e há vagas para novas turmas. As aulas são gratuitas e acontecem na sala cedida pela Paróquia Nossa Senhora do Carmo, no centro de Miranda. O projeto é uma iniciativa vinculada à Orquestra de Viola Vozes do Pantanal. Os alunos que se destacam no Tocando em Frente garantem uma vaga para se tornarem instrumentistas da Orquestra. O Tocando em Frente recebeu apoio do Prêmio de Inovação Comunitária da BrazilFoundation e do Ipedi, com recursos que foram utilizados para a aquisição de novos instrumentos. Antes d...

ARTESÃS INDÍGENAS DO PANTANAL: OS DESAFIOS DE MANTEREM SUA CULTURA VIVA

Você já deve ter visto alguma peça de artesanato indígena como estas do vídeo. Mas você já pensou nos desafios que as artesãs indígenas enfrentam para que as peças fiquem assim, prontas, como você está acostumado a ver? Principalmente as mulheres artesãs precisam dominar os saberes tradicionais que, na maioria das comunidades, está se perdendo. Conhecimentos que são passados dos mais velhos para os mais jovens e que conduzem toda tradição de um povo. Este processo é cada vez mais difícil por motivos como, por exemplo, o fato de alguns jovens não valorizarem a cultura ancestral por sofrerem preconceitos dos não-índios. Mas, para além disso há ainda os desafios mais práticos tais como a necessidade de material para as peças, como buscar as matérias-primas na natureza em comunidades cada dia menores e limitadas geograficamente, ou ainda a escassez de tempo disponível para se dedicar a uma atividade que, ainda, na maioria das vezes, é incapaz de gerar renda suficiente para sustentar as...

IPEDI CHEGA A OUTROS MUNICÍPIOS COM PROJETOS DE EDUCAÇÃO

Professores brasileiros são, em sua gênese, guerreiros. Enfrentam os mais diversos obstáculos para cumprirem a missão de ensinar. A gente quer contar aqui mais um capítulo da história de luta de professores indígenas. Já contamos várias vezes em nossos canais como é escasso o material didático para a educação escolar indígena. E como o Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural), em parceria com os próprios professores indígenas, vem enfrentando este problema, especialmente no município de Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, onde o instituto está sediado. Mas, embora Miranda tenha a maior concentração de índios terena do Brasil (cerca de 8 mil indivíduos), outros municípios possuem aldeias e nas aldeias escolas e nas escolas professores que enfrentam os mesmos problemas dos terenas de Miranda: falta de material didático, que atrapalha a efetivação de uma educação escolar indígena diferenciada que respeite a diversidade cultural indígena, como preconiza a legi...