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Projeto do Ipedi é tema de artigo acadêmico da UFMS

O projeto Kalivono, que produziu material didático bilíngue (português e na língua indígena terena), desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi) em parceria com professores indígenas terena foi tema de artigo de conclusão de curso da acadêmica indígena do curso de pedagogia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Tabita Silva Leandro. O artigo, intitulado “Material Didático de Língua Terena, Considerações Sobre o Livro Kalivono” será publicado pela UFMS. “Sou índia terena e não falo a língua materna e nem entendo, acredito que este livro é uma forma de contribuir com a nossa cultura , e melhor ainda dentro da sala de aula”, diz Tabita, indígena da aldeia urbana Aldeinha,no município de Anastácio, MS. A presidente do Ipedi, a pós-doutra em linguística Denise Silva, ao lado da pós-doutora em educação, professora Ana Lúcia Gomes, foi co-orientadora do trabalho de Tabita, apresentado como forma da conclusão do curso de Licenciatura em Pedag...

UNESCO DECLARA 2019 COMO O ANO INTERNACIONAL DAS LÍNGUAS INDÍGENAS.

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultural) declarou 2019 como o ANO INTERNACIONAL DAS LÍNGUAS INDÍGENAS. Segundo a organização, “existem por volta de 6 a 7 mil línguas no mundo. Cerca de 97% da população mundial fala somente 4% dessas línguas, e somente 3% das pessoas do mundo falam 96% de todas as línguas existentes. A grande maioria dessas línguas, faladas sobretudo por povos indígenas, continuarão a desaparecer em um ritmo alarmante”. O Atlas das Línguas Indígenas da Unesco aponta que no Brasil são 190 idiomas em risco. Somos o segundo país com mais idiomas que podem entrar em extinção, ficando atrás apenas dos EUA. No Mato Grosso do Sul, estado brasileiro em que o Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi)  atua há mais de 40 mil indígenas, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), dos mais, quase a metade é da etnia terena. Embora em termos numéricos os terenas sejam presentes, a língua da e...

IPEDI RECEBE VISITA DA BRAZIL FOUNDATION

“Você é meu irmão” dizia uma das frases da canção entoada pelos pequenos indiozinhos vestidos e pintados para a ocasião especial em que carregavam, orgulhosamente, uma faixa com a inscrição, em terena: “Yahikapunenoe”. Em português, algo como “sejam bem-vindos”. As roupas, a pintura, o canto, a faixa foram especialmente preparados, diz a professora indígena Marlene Rodrigues, “para demonstrar nossa gratidão e carinho à Brazil Foundation”. Assim a vice-presidente e diretora de Relações Institucionais da Brazil Foundation (BF), Mônica de Roure foi recebida na aldeia indígena terena Babaçú, no município de Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Acompanhada de parceiros patrocinadores da BF, Mônica esteve em Miranda para apresentar o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) na região. A visita à aldeia Babaçú foi um dos pontos da visita. O Ipedi também levou o grupo de visitantes para conhecer ainda a Colônia...

COMEÇAMOS O ANO COM A LUZ DAS CRIANÇAS

A Unesco (órgão das Nações Unidas para Educação, Ciência e a Cultura), declarou 2019 como o Ano Internacional das Línguas Indígenas. A luta dos povos indígenas ao lado de organizações como o Ipedi, em busca da sobrevivência da língua – no nosso caso, em especial, a língua terena – é fortalecida, pelo reconhecimento que a Unesco dá à importância desta batalha. E, para iniciarmos nosso ano, com a esperança e a força que só as crianças nos dão, compartilhamos um vídeo, realizado na comunidade indígena terena Babaçú, em Miranda, MS,  no fim do ano passado – as crianças dão as boas-vindas a visitantes e cantam, a beleza de sermos, ao fim, todos irmãos. 

NOVA CARTILHA DO BARCO DE LETRAS É CONSTRUÍDA COM BASE NA REALIDADE DOS PESCADORES

O seu Enio exibe a cartilha nova em que se vê numa das ilustrações: novo material contextualiza a alfabetização e busca melhorar o aprendizado dos adultos. Foto: Luciano Justiniano. Material escolar básico e uma sacola personalizada foram entregues para os alunos: incentivo. Foto Luciano Justiniano. A presidente do Ipedi, Denise Silva, apresenta a nova cartilha para os alunos: comprometimento. Foto: Luciano Justiniano. Walquiria Bitonti, especialista em educação e secretária do Ipedi, é autora da cartilha e explica que o trabalho ainda será aperfeiçoado conforme o desempenho de cada atividade do material no desenvolvimento dos alunos. Foto: Luciano Justiniano. Com indicadores, Ipedi vai avaliar se o material ajuda melhorar o aprendizado dos estudantes: aperfeiçoamento. Foto: Luciano Justiniano. A nova cartilha de alfabetização do Barco de Letras foi feita especialmente para a realidade dos pescadores ribeirinhos. Todo o conteúdo da cartilha foi feito pensand...

PESQUISA REGISTRA MITOS INDÍGENAS QUE ESTÃO SENDO EXTINTOS

A lua cheia iluminava o céu daquela noite. Um grupo de pequenas indiazinhas brincava em frente à morada. Elas cantavam alto. De repente, a Mãe da Noite, a Vanunu, laçou, lá do alto do céu, uma das meninas. De dentro da morada a mãe ouviu os gritos e, correndo em desespero para fora, pôde ver a cena terrível: a filha, amarrada pelo pescoço, sendo puxada para o alto. Desesperada, a mãe grita e pula em direção à filha que vai sendo puxada impiedosamente por Vanunu. A mãe agarra-se à perna da menina, tentando trazê-la de volta à terra. Mas Vanunu é mais forte e, num último ato, puxa a menina com toda a força para o alto, fazendo que a perna em que mãe se agarrava fosse arrancada do corpo da indiazinha, que desapareceu no alto. Mas a perna arrancada deixou uma ferida que sangrava tanto que do céu começou a chover sangue. A mãe encheu baldes do sangue da menina que caía do céu. Então, depois da chuva de sangue,  a pobre mãe da indiazinha chamou os passarinhos para pintá-los com o sang...

PROFESSORES INDÍGENAS APRESENTAM SEUS TRABALHOS DE ESPECIALIZAÇÃO EM ALDEIA QUE É TEMA DE PESQUISAS

Pesquisadores acadêmicos, defendendo suas metódicas pesquisas no cenário inusitado: uma oca indígena, simples, numa noite escura da primavera quente e úmida do Pantanal. Os pesquisadores apresentam seus trabalhos diante de uma plateia silenciosa – ao fundo, os sons da noite no mato. Um mosquito aqui, outro acolá, não são problema. O lugar simples contrasta com os equipamentos instalados para as apresentações: um datashow (espécie de projetor eletrônico para apresentações de palestras) e um computador projetam slides cheios de informação na parede interna da oca. Duas quedas de energia elétrica – comuns para um lugar distante da área urbana – assustam, mas não interrompem as apresentações que, por alguns minutos, são feitas sob as luzes de celulares do público –  celulares sem sinal, porque ali a rede de telefonia só chega em alguns pontos estratégicos. Dá pra tirar fotos. Mas não dá pra postá-las imediatamente ou tentar fazer, por exemplo, uma live no Facebook. Na plateia, anciã...