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COM MATERIAL DIDÁTICO ESPECIALMENTE FEITO PARA ELES, PESCADORES RIBEIRINHOS SÃO ALFABETIZADOS EM PROJETO DO IPEDI

O Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi) construiu uma cartilha especialmente feita para alfabetização de pescadores ribeirinhos adultos. O material está sendo usado pelo grupo de alunos do projeto Barco de Letras, composto por pescadores ribeirinhos da região do Pantanal de Miranda, no Mato Grosso do Sul. Com a cartilha, os alunos da professora Janete Correa – alfabetizadora e coordenadora do Barco de Letras – passam a utilizar um material contextualizado, que traz nas páginas a alfabetização através de coisas do dia-a-dia no Pantanal. “Desse modo o aprendizado terá mais significado para os alunos”, explica a especialista em educação Walquiria Angélica Bitonti que coordenou o processo de construção da cartilha. “Estamos num trabalho de avaliação da aplicação do material e vamos medir os impactos que ele teve na qualidade do aprendizado dos alunos. Assim poderemos corrigir algumas falhas que descobrirmos e aperfeiçoarmos o material”, afirma a assistente social E...

PROJETOS COM O APOIO E A PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE

O trabalho de uma organização não governamental em uma comunidade só tem sucesso se tiver validação da mesma. A relação de confiança com a comunidade, que o Ipedi desenvolveu ao longo dos tempos, permitiu que surgissem lideranças comunitárias importantes. É o caso da professora indígena terena Evanilda Rodrigues, que fala dos projetos que, em parceria com o Ipedi, ela realiza na aldeia indígena terena Passarinho, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul.

IPEDI AMPLIA IMPACTO: CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS CHEGA A 6 MUNICÍPIOS DE MS, EM PARCERIA COM UEMS

O Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) amplia seu impacto, alcançando toda a população indígena terena de Mato Grosso do Sul (MS), participando da formação de professores que atuam nas aldeias indígenas existentes em 6 municípios. Em parceria com a Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) o instituto participou do curso inédito de Especialização Lato Sensu em Língua e Cultura Indígena, direcionado a professores indígenas. “O Ipedi participou de todas as etapas da construção do curso: da elaboração do projeto, passando pela aplicação das provas do processo seletivo, eu, representando o Ipedi, atuei como professora do curso e também fui uma das orientadoras. Tivemos alunos de Aquidauana, de Anastácio, de Miranda, de Nioaque, de Sidrolândia, de Dois Irmãos do Buriti”, explica a presidente do Ipedi, Denise Silva, uma das referências nacionais em pesquisa de cultura indígena. Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do Brasil, com m...

PRESIDENTE DO IPEDI É ACEITA PARA SEGUNDO PÓS-DOUTORADO

O trabalho do Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi) é balizado por pesquisas acadêmicas importantes na área de educação. A organização realiza projetos com a parceria de universidades de várias regiões do país, fazendo a aplicação do conhecimento produzido na academia em projetos que melhoram a educação em comunidades do Pantanal. Mais uma importante conquista aconteceu neste sentido: a presidente do Ipedi  Denise Silva foi aceita para o seu segundo pós-doutoramento. Denise, que já é pós-doutora em Lexicologia e Lexicografia pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) foi, agora, aceita para pós-doutorado em Sociolinguística pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems). O orientador do trabalho de Denise é o professor doutor Antonio Carlos Santana de Souza, que, entre outros postos acadêmicos, é pesquisador do Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Universidade de São Paulo). “Esta é uma conquist...

IPEDI LANÇARÁ COLEÇÃO DE LIVROS SOBRE A CULTURA INDÍGENA

Uma coleção de livros de com histórias, costumes, lendas indígenas está sendo preparada pelo Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi) para ser lançada nos próximos meses. Com autoria de diversos indígenas da etnia terena, a obra vai contemplar vários aspectos deste povo indígena – o maior em números populacionais no Mato Grosso do Sul. A obra não será vendida, pois não tem fins comerciais e deve ser utilizada, principalmente, como material de apoio para escolas públicas de Mato Grosso do Sul, conforme explica a presidente do Ipedi, Denise Silva. “Estamos em processo de finalização da edição, com a revisão que está sendo feita pelos indígenas autores”, conta Denise. “Nos apenas organizamos o material, o que é mais importante neste trabalho é reafirmarmos o nosso compromisso com o protagonismo dos indígenas, neste processo que é de suma importância para revitalização da cultura, uma busca que as comunidades terena de Mato Grosso do Sul vêm fazendo de um jeito extrem...

Ipedi participa de livro que reúne pesquisas sobre educação na região do Pantanal

O Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) é um dos realizadores do livro “A Interdisciplinaridade e os Diferentes Cenários da Educação” que reúne pesquisas sobre o cenário da educação na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul. A obra, feita em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) foi lançada em 21 de fevereiro, no campus da UFMS em Aquidauana. A obra reúne pesquisas de acadêmicos do curso de Pedagogia do Campus da UFMS em Aquidauana, abordando temas diversos que afetam a área da educação para as comunidades da região do Pantanal. Há pesquisas que vão desde a análise das abordagens de espaço, paisagem e bacia hidrográfica no espaço geofísico em escolas públicas da região, passando por estudos sobre a educação inclusiva nas escolas pantaneiras, chegando a pesquisas sobre questões indígenas focando tanto a vivência de acadêmicos indígenas na UFMS, bem como aspectos da educação escolar indígena nas aldeias do Pantanal. “O Ipedi...

Mulheres que inspiram – A PANTANEIRA QUE VIROU PÓS-DOUTORA E QUE VOLTOU PARA TRANSFORMAR A VIDA DE SUA COMUNIDADE

Ela vinha de ônibus, da zona rural, para estudar em escola pública. Ela foi embora da sua cidade, em busca de um futuro melhor. Ela ingressou numa universidade pública e, contra todos os prognósticos que acometem as pessoas de classes menos favorecidas, tornou-se pesquisadora. Da graduação ao mestrado foi um pulo. Do mestrado ao doutorado, um salto, talvez jamais imaginado por ela mesma e pelos seus. Como se já não bastasse ter se tornado uma autoridade na área em que atua, aquela menina do ônibus, aquela moradora da zona rural, que estudou na Escola Estadual Caetano Pinto, que foi alfabetizada pela professora Lia Kling, que morava na região rural do “Carrapatinho”... Ela... Se tornou pós-doutora, estando à frente de muitos de seus professores de universidade. Ela, uma mirandense, integra a elite intelectual do país. E nem por isso, deixou suas raízes, fincadas firmemente nestes pantanais. Denise Silva é, hoje, uma das mais importantes pesquisadoras brasileiras na área de linguística...