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PROFESSORA INDÍGENA FALA DA CULTURA TERENA PARA ALUNOS NÃO-INDÍGENAS

Embora Miranda seja um município rodeado por comunidades indígenas e quase um terço da população ser de indígenas da etnia terena, ainda há muito que os moradores não-índios de do município desconhecem sobre a cultura terena. Ajudar neste processo de conhecimento mútuo destruindo preconceitos e gerando, acima de tudo, fraternidade, é um dos nossos objetivos no Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural). Exemplo disso foi a aula diferenciada que a professora Walquíria Angelica – que além de professora é também integrante da diretoria do Ipedi – realizou com uma turma de alunos do Ensino Fundamental, na Escola Municipal Caic Maria Henriqueta Rebuá Siufi. Para celebrar o mês de abril, em que se comemora o Dia do Índio, Walquiria contou com a presença da indígena terena Evanilda Rodrigues, uma das mais importantes lideranças indígenas femininas de Mato Grosso do Sul, que também desenvolve projetos no Ipedi. Na aula as crianças conversaram, aprenderam sobre arte e cul...

TRABALHO DO IPEDI É TEMA DE AULA COM ACADÊMICOS NO PERU

O trabalho desenvolvido pelo Ipedi em comunidades indígenas foi tema de um curso de línguas na cidade peruana de Arequipa, no mês passado. Os alunos da professora Tayná Gonçalves, brasileira do curso de línguas do centro cultural que reúne, em sua maioria, acadêmicos da cidade de Arequipa, conversaram especialmente sobre o projeto Kalivono. “Havíamos lido sobre a situação da língua terena e o atlas das línguas indígenas da Unesco, que classifica a língua como ‘seriamente em perigo’. Então, os alunos comentaram a importância que o projeto Kalivono tem para a comunidade terena, uma vez que é um livro didático voltado para as crianças, que isso ajudaria a revitalizar a língua e manter os saberes culturais do povo terena. Segundo os alunos, a nossa discussão sobre o trabalho do Ipedi possibilitou que eles se informassem e se conscientizassem sobre o assunto (a situação línguas indígenas), então, comentaram que, da mesma forma, o projeto pode ajudar (no MS, no Brasil...) a conscientizar a...

PROFESSORA INDÍGENA QUE FAZ PROJETOS NO IPEDI ESTAMPA CAPAZ DO JORNAL ESPANHOL EL PAÍS , UM DOS MAIS INFLUENTES DO MUNDO

A professora indígena terena Evanilda Rodrigues, uma das lideranças indígenas terena que desenvolve projetos com o Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) estampou as páginas do jornal espanhol El Pais – o principal jornal da Espanha e um dos mais importantes do mundo. O jornal traz um perfil da professora indígena, que participou da manifestação Acampamento Terra Livre, que ocorre anualmente em abril, em Brasília e busca chamar a atenção das autoridades para causas sensíveis ao bem-estar de povos indígenas brasileiros. Na publicação, Evanilda enfatizou o que ela classificou como o anseio mais urgente das mulheres terena de Mato Grosso do Sul. "Sou professora, pedagoga e coordenadora do movimento de mulheres indígenas do Mato Grosso do Sul. Como mulher, posso dizer que a saúde é a nossa pauta mais importante. As mães ficam em casa, porque precisam cuidar dos filhos doentes. Por isso estamos aqui. Só que com esse governo não tem conversa. Dizem que os terena t...

JOVENS VOLTAM A FAZER ARTESANATO EM COMUNIDADE INDÍGENA

O Alencar Leôncio da Rodrigues tem 15 anos e exibe, entre tímido e orgulhoso, a primeira peça de artesanato que ele fez na vida: uma cerâmica kinikinau de encher os olhos. Alencar é a encarnação da esperança de povos indígenas do Pantanal: a de que seus jovens exercitem saberes tradicionais e, desse modo, garantam a sobrevivência da cultura. “Fiz sozinho, sem ajuda. Apenas fui fazendo”, diz o adolescente, quase monossilábico, mas muito certo de si: quer aprender e melhorar sua técnica. A cultura ancestral brasileira agradece.

INDÍGENAS SE ORGANIZAM PARA EXPLORAR VENDA DE ARTESANATO PARA GERAR RENDA

Um grupo de indígenas moradores da comunidade Mãe Terra, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, está se organizando para explorar o artesanato como gerador de renda para as famílias. A comunidade possui cerca de 100 famílias indígenas das etnias terena e kinikinau. Por iniciativa comunitária cerca de 20 artesãos, entre homens, mulheres, adultos e crianças, estão se reunindo semanalmente para a produção em série de peças típicas das duas etnias, tanto em cestaria quanto em cerâmica. O objetivo é comercializar os produtos direto para turistas que visitam o Pantanal. O projeto dos artesãos é criar uma associação, para ajudar a comercialização. A iniciativa foi batizada de “Itukeo Kopenoti” que, traduzido do terena para o português, significa “O Trabalho do Índio”. “Eu já não fazia mais o artesanato, mas agora estou voltando”, conta dona Albertina Fonseca, terena de 56 anos, que tem como especialidade a construção de peças de cestaria. “Além de gerar renda, esta iniciativa...

COMPARTILHANDO CONHECIMENTOS: A CONSTRUÇÃO PRÁTICA DE UM PROJETO DE IMPACTO SOCIAL

Case Barco de Letras: alfabetização de pescadores ribeirinhos do Pantanal Construímos um relação de confiança mutua com a comunidade, o que ajuda a garantir o pleno desenvolvimento das atividades e a ampliação do potencial de impacto social do projeto. Foto: Luciano Justiniano No artigo anterior (tá aqui: https://www.linkedin.com/pulse/empatia-trabalho-em-organiza%25C3%25A7%25C3%25B5es-do-terceiro-setor-benites-carneiro) descrevemos os parâmetros que nos ajudam a pensar nossos projetos, nossas ações. Aqui, quero compartilhar a aplicação prática destes parâmetros em um dos nossos projetos mais significativos: O Barco de Letras, que promove a alfabetização de pescadores ribeirinhos. Em nossas pesquisas e vivências sabíamos que os números de adultos analfabetos em Miranda, MS, onde o Ipedi atua, é elevado em comparação com a média nacional. Em Miranda, 13,24% da população acima de 15 nos nunca frequentou a escola, enquanto a média no Brasil é de 9,37%. Ok, é um dado cientifico, que revel...

COMPARTILHANDO CONHECIMENTOS: CONHEÇA COMO O IPEDI DESENVOLVE OS PROJETOS SOCIAIS NAS COMUNIDADES DO PANTANAL

O desafio do acolhimento Ao longo de vários anos desenvolvendo projetos em contextos socialmente complexos –  em especial em comunidades tradicionais da região do Pantanal – por mais diversas que fossem nossas atividades, por mais diferentes que fossem nossos públicos, o desafio inicial era sempre o mesmo: como acessar essas pessoas, como acessar essas comunidades para que elas compreendessem e aceitassem o trabalho que estávamos propondo para melhorar as vidas delas, seja no aspecto econômico, educacional, enfim. Nós nos perguntávamos como faríamos para que essas pessoas compreendessem que o que estávamos propondo era bom pra elas, pra suas comunidades, pra sobrevivência no curto e no longo prazo? Era uma tarefa difícil compreender este desafio. Especialmente porque lidamos com ciclos fechados de pessoas, que possuem suas próprias regras internas, baseadas em conhecimentos tradicionais arraigados, que acabam gerando resistência à chegada de qualquer ideia nova, que venha de f...